STOP - Infecção Hospitalar
STOP Infeção Hospitalar! Um desafio Gulbenkian
A Fundação Calouste Gulbenkian assumiu a recomendação do Relatório “Um Futuro para a Saúde” de apoiar um programa nacional destinado a reduzir em 50% a incidência das infeções hospitalares, em três anos, em 12 hospitais públicos selecionados mediante concurso público.
Esta iniciativa foi efetuada em parceria com o Ministério da Saúde e com o Institute of Healthcare Improvement e consiste na implementação de um Sistema de Aprendizagem Colaborativa (metodologia Collaborative Breaktrough) nos hospitais selecionados em articulação com os Grupos de Coordenação do Programa de Prevenção e Controlo da Infeção e Resistência aos Antimicrobianos (GCPPCIRA).
O SESARAM, EPE foi um dos 12 hospitais selecionados para integrar o programa.
A Apresentação do Desafio Gulbenkian, STOP Infeção Hospitalar! e a assinatura dos compromissos entre as diferentes entidade e instituições teve lugar no dia 31 de Março, na Fundação Calouste Gulbenkian e contou com a participação do Sr. Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Dr. Artur Santos Silva, o Sr. Presidente da Comissão da Plataforma “Future for Health”, Sir Lord Nigel Crisp, o Sr. Diretor Executivo do Institute for Healthcare Improvement, Dr. Pedro Delgado, Sr. Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo e os representantes dos Hospitais selecionados. O SESARAM, EPE foi representado pela coordenadora do GCPPCIRA, Dr.ª Margarida Câmara.
A redução da infeção hospitalar em Portugal foi um dos três Desafios Gulbenkian definidos no Relatório Um Futuro para a Saúde - todos temos um papel a desempenhar , apresentado em 2014.
Equipa STOP Infeção Hospitalar! do SESARAM, EPE
Dra. Maria Tomásia Alves (Presidente do Conselho de Administração)
Dra. Margarida Câmara (Gestor técnico-científico)
Dra. Manuela Lélis (Coordenador médico)
Enfermeira Marta Rodrigues (Coordenador de enfermagem)
Dra. Carmo Caldeira (Cirurgia Geral)
Dra. Lídia Rebolo (Cirurgia Geral)
Enfermeira Catarina Correia (Cirurgia Geral)
Dr. Marco Freitas (Ortopedia)
Enfermeira Lina Pereira (Bloco Operatório)
Enfermeiro Mauro Fernandes (Ortopedia)
Dra. Andreia Pestana (Medicina Interna)
Enfermeiro Pedro Temtem (Medicina Interna)
Enfermeira Maria Helena Gouveia (Medicina Interna)
Dr. Gonçalo Silva (UCIP)
Dr. Nicodemos Fernandes (UCIP)
Enfermeira Elma Pacheco (UCIP)
O que queremos?
O que queremos?
- Reduzir as infeções nosocomiais da corrente sanguínea associadas a catéter venoso central, no Serviço de Medicina Interna e Unidade de Cuidados Intensivos;
- Reduzir as infeções urinárias associadas a algalia, no Serviço de Medicina Interna e Unidade de Cuidados Intensivos;
- Reduzir as pneumonias associadas à intubação;
- Reduzir as Infeções do sítio cirúrgico: cólon e reto, verícula biliar e prótese da anca e joelho;
- Implementar um modelo que incentive a segurança e a redução das taxas de infeções;
- Prestar aos utentes o cuidado apropriado, oportuno, baseado em evidência, de forma confiável;
- Integrar doentes e familiares na equipa de cuidado.
Como iremos medir a intervenção?
A monitorização dos resultados, a avaliação de melhorias e a eventual necessidade de introduzir correção de procedimentos serão feitas, mediante a análise dos indicadores de qualidade, que serão publicados com periodicidade definida e em estreita articulação com a Gulbenkian e o Institute of Heathcare Improvement.
Aceda ao Website (www.stopinfecaohospitalar.com)
Apresentação do Projeto na Sala de Conferências da Biblioteca do Hospital Dr. Nélio Mendonça, 10 novembro 2015
Brevemente: Powerpoint
Feixes de Intervenções - Prevenção da Infeção do Local Cirúrgico
Feixes
- Realizar banho com clorohexidina a 2% no dia anterior à cirurgia e, no dia da cirurgia, com pelo menos 2h de antecedência (Categoria IB)
- Administrar antibiótico para profilaxia antibiótica cirúrgica dentro dos 60 minutos anteriores à incisão cirúrgica, sempre que indicado (Categoria IA) em dose única ou durante um máximo de 24h de acordo com a Norma nº 31/2013 "Profilaxia Cirúrgica"
- Evitar tricotomia (Categoria IIA) e, quando absolutamente necessária usar máquina de corte imediatamente antes da intervenção cirúrgica (Categoria IA)
- Manter normotermia peri-operatória (temperatura central >=35.5ºC) (Categoria IA)
- Manter glicemia <= 180 mg/dl durante a cirurgia e nas 24h seguintes (Categoria IA)
Indicadores
- Percentagem de doentes com cirurgia assética com infeção do local cirúrgico (joelho, anca e vesicola biliar) (ILC1A)
- Oportunidades entre ILC em cirurgia assetica (ILC1C)
- Percentagem de ILC de cirurgia do cólon e reto (ILC1B)
- Oportunidades entre ILC em cirurgia do cólon (ILC1D)
- Percetagem de doentes com adesão ao "feixe de intervenções" da prevenção da ILC (ILC2)
- Percentagem de cirurgias com utilização de um check-list padronizado para cirurgia segura (ILC 3)
- Percentagem de adesão a higiene adequada da pele (ILC4)
- Percentagem de doentes com controle glicémico adequado (ILC5)
- Percentagem de doentes com antibioterapia profilática cirurgica adequada (ILC6)
- Percentagem de doentes com adesão à tricotomia adequada (ILC7)
- Percentagem de doentes em normotermia per-operatória (ILC8)
- Percentagem de doentes que receberam antibioterapia profilática de acordo com o "feixe de intervenções" de prevenção da ILC (ILC9)
Resultados
Feixes de Intervenções - Prevenção da Pneumonia Associada a Intubação
Feixes
- Rever, reduzir e, se possível, parar diariamente a sedação, maximizando a titulação do seu nível ao mínimo adequado ao tratamento e documentar no processo clínico (Categoria IA)
- Discutir e avaliar diariamente a possibilidade de desmame ventilatório e(ou extubação, com formulação diária de plano de desmame/extubação, registado no processo clínico (Categoria IIbA)
- Manter a cabeceira do leito em ângulo >=30º, evitar momentos de posição supina e realizar auditoria diária ao cumprimento desta medida, registando no processo clínco (Categoria IIbA)
- Realizar higiene oral com gluconato de clorohexidina a 0,2% pelo menos 3 xdia, em todos os doentes, com idade superior a 2 meses, que previsivelmente permaneçam na UCI mais de 48h e documentar no processo clínico (Categoria IIA)
- Manter circuitos ventilatórios, substituindo-os apenas aquando visivelmente sujos ou disfuncionantes /Categoria IA)
- Manter pressão do balão do tubo endotraqueal entre 20 e 30 cm H2O (Categoria IIC)
Indicadores
- Taxa de pneumonia associada a intubação por 1000 dias de intubação (PAI 1)
- Percentagem de adesão ao "feixe de intervenções" da PAI (PAI 2)
- Percentagem de utilização de ventilação mecânicainvasiva (PAI 3)
- Oportunidades entre PAI (PAI 4)
- Percentagem de reintubação (PAI 5)
Resultados
Brevemente informação
Feixes de Intervenções - Prevenção da Infeção relacionada com Catéter Vesical
Feixes
- Avaliar sistematicamente a possibilidade de evitar o cateterismo vesical (Categoria IB) e documentar sistematicamente a razão que torna necessária no processo clínico (Categoria IC)
- Cumprir a técnica no procedimento de cateterismo vesical e de conexão ao sistemna de drenagem (Categoria IB)
- Cumprir a técnica limpa, nomeadamente com correta higiene das mãos e uso de luvas e avental, no manusemaneto do sistema de drenagem, de forma individualizada, doente a doente, mantendo constantemente a conexão do cateter vesical ao sistema de drenagem (Categoria IB)
- Realizar a higiene diária do meato uretral, pelo doente (sempre que possível) ou pelos profissionais de saúde (Categoria IB) com ação de educação para a saúde ao doente e família sobre cuidados de prevenção de infeção urinária associada a catéter vesical (Categoria IIaC)
- Manter cateter vesical seguro, com o saco coletor constantemente abaixo do nível da bexiga e esvaziando sempre que tenha sido atingido 2/3 da sua capacidade (Categoria IB).
Indicadores
- Taxa de infeção sintomática do trato urinário associada a cetéter vesical (ITUACV1)
- Oportunidades entre infeções do trato urinário associada a catéter vesical (ITUACV2)
- Percentagem de algálias inseridas de acordo com todas as recomendações 1 e 2do "feixe de intervenções" de prevenção da infeção do trato urinária associada a catéter vesical (ITUACV3)
- Percentagem de algálias mantidas e avaliadas de acordo com a recomendação 3-6 do "feixe de intervenções" de prevenção da infeção do trato urinária associada a catéter vesical (ITUACV4)
Resultados
Brevemente informação
Feixes de Intervenções - Prevenção da Infeção relacionada com Catéter Venoso Central
Feixes - Inserção
a) Avaliar a necessidade de colocar cateter venoso central, registar a razão da sua necessidade e, em caso afirmativo, selecionar cateter venoso central com número mínimo de lúmens adequado à situação do doente (Categoria IC)
b) Realizar preparação pré-cirúrgica das mãos e precauções de barreira máximas (bata estéril, luvas estéreis, touca e máscara) por operador, ajudantes e todos os circunstantes ao procedimento de colocação de cateter venoso central, num raio de 2 metros (Categoria IC):
- Higiene das mãos com solução antisséptica de base alcoólica para palpar local de introdução antes da descontaminação da pele;
- Preparação cirúrgica de mãos e antebraços de operador e ajudantes;
- Técnica assética durante introdução, com luvas e bata ”total” estéreis, touca e máscara.
c) Realizar antissepsia da pele do doente com cloro-hexidina a 2% em álcool, antes da colocação do cateter venoso central (Categoria IA):
- Fricção durante, pelo menos, 30 segundos; deixar secar durante 30 segundos, em - locais secos, e 2 minutos, em locais húmidos.
d)Usar campo cirúrgico que cubra totalidade da superfície corporal do doente (Categoria IIC)
e) Não usar acesso femoral, sempre que possível (Categoria IA):
- Registar razões de utilização de acesso femoral;
-Usar acesso subclávio ou jugular interno, conforme experiência do operador; (alguma evidência de menor taxa de infeção com acesso subclávio do que com jugular interno, sobretudo em doentes com traqueostomia).
- Preferir acesso jugular interno apenas em caso de:
-Anatomia anómala na região subclávia;
-Lesão cutânea na região subclávia;
- Hiperinsuflação pulmonar significativa;
- Inexperiência do operador para acesso subclávio.
f)Utilizar técnica asséptica na realização do penso (Categoria IIaC):
- Garantir local de introdução limpo e sem sangue;
- Usar máscara, luvas esterilizadas e campo esterilizado para suporte de material de penso;
- Usar “kit de penso”;
- Usar cloro-hexidina a 2% em álcool;
- Datar o penso.
Feixes - Manutenção
a) Avaliar diariamente a necessidade de manter o cateter venoso central (CategoriaIIaC);
b) Realizar higiene das mãos com água e sabão de pH neutro seguido de fricção com solução antissética de base alcoólica antes de manusear o cateter venoso central (Categoria IIaC);
c) Descontaminar as conexões com cloro-hexidina a 2% em álcool ou álcool a 70o antes de qualquer manuseamento local (Categoria IIaC):
- Descontaminar os pontos de acesso dos sistemas e prolongadores (obturador, torneiras de três vias, etc), por fricção com cloro-hexidina a 2% em álcool ou álcool a 70o, durante 10 a 15 segundos e deixar secar, antes de conectar qualquer dispositivo estéril.
d) Mudar penso com periodicidade adequada e utilizando técnica assética (CategoriaIIaC):
Para realização de penso:
- Garantir orifício de inserção limpo e sem sangue;
- Usar máscara, luvas esterilizadas e campo esterilizado para suporte de material de penso;
- Usar “kit de penso”;
- Usar cloro-hexidina a 2% em álcool na antissepsia da pele;
- Datar o penso.
Em relação ao momento de mudança de penso:
- Mudar penso sempre que se verifique uma destas condições:
- Penso visivelmente sujo, com sangue ou descolado da pele;
- 48Horas após a sua realização, se penso com compressa;
- 7 Dias após a sua realização, se penso transparente.
Indicadores
- Taxa de infeção da corrente sanguínea relacionada a cateter venoso central (ICSRCVC 1)
- oportunidades entre ICSRCVC (ICSRCVC 2)
- Percentagem de adesão ao "feixe de intervenções" de inserção do CVC (ICSRCVC 3)
- Percentagem de adesão ao "feixe de intervenções" de manutenção do CVC (ICSRCVC 4)
Resultados
Brevemente informação
