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SESARAM promove sessão prática para o tratamento de úlceras

 Foto Proc. Cirugico

O Serviço de Saúde da RAM (SESARAM, E.P.E), através dos Serviços de Cirurgia Vascular e Cirurgia Geral, promoveu no dia 6 de fevereiro de 2019, uma sessão prática dedicada ao tratamento de úlceras de difícil cicatrização, com recurso a um método inovador que visa favorecer o processo de cicatrização de forma eficaz, rápida e segura.

Esta técnica inovadora contemplou a intervenção a quatro doentes acompanhados pelos serviços de cirurgia vascular e cirurgia geral do SESARAM. Esta sessão prática, coordenada pela médica cirurgiã Lídia Ferreira, recorre ao uso de plasma sanguíneo rico em plaquetas para o tratamento de feridas de difícil cicatrização.

O plasma rico em plaquetas (PRP) é conhecido como plasma rico em fatores de crescimento, que ajudam a estimular a cura natural. Esses fatores, ao serem administrados diretamente nos tecidos afetados, vão desencadear efeitos biológicos como a quimiotaxia, angiogénese, proliferação e diferenciação celular, fundamentais para a cicatrização. O maior atrativo deste procedimento é que contribui para a rápida regeneração da ferida, diminuindo o período de reabilitação e, por conseguinte, evitando a necessidade de cirurgia.

O PRP é um método de tratamento considerado como uma mais-valia atual, custo eficácia vantajoso, fácil de executar e seguro (sem efeitos colaterais), no tratamento de úlceras que não cicatrizam nos doentes diabéticos (pé diabético) e não diabéticos. Consiste em usar o próprio sangue do doente, colhido na hora para um recipiente apropriado (neste caso foi utilizado o Sistema Ticell), colocado numa máquina com características próprias para conseguir a centrifugação do sangue dividindo-o numa parte, o plasma e na outra, as hemácias.

Refira-se que a preparação do PRP é garantida pelo Serviço de Sangue e Medicina Transfusional do SESARAM, que assegura a correta manipulação do produto, garantido a qualidade dos componentes sanguíneos e, por conseguinte, a eficácia dos procedimentos efetuados.

Em Portugal, esta técnica é utilizada em quatro Unidades de Saúde. Inicialmente, este tipo de tratamento era essencialmente usado na medicina desportiva, como método de aceleração da cicatrização e recuperação das lesões do aparelho locomotor (sobretudo do joelho, tornozelo, ombro, pulso). Posteriormente, apesar de continuar a ser na Ortopedia e na medicina desportiva, a sua principal utilização, a capacidade de estimular e acelerar a regeneração tecidular, faz com que seja um método apelativo para a medicina dentária, oftalmologia, dermatologia, cirurgia estética, traumatologia e tratamento de feridas e úlceras de difícil cicatrização no diabético e no não diabético.

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