SESARAM promove debate sobre a relação médico-doente

A “Relação Médico-Doente” (RMD) foi o tema central do debate promovido pela Direção Clínica do Serviço de Saúde da RAM (SESARAM, E.P.E), no dia 11 de fevereiro, na Sala de Conferências do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no âmbito das Comemorações do Dia Mundial do Doente.
A realização desta iniciativa visou promover o debate e reflexão em torno da relação médico-doente, com a convicção de que constitui uma componente importante dos cuidados médicos, estando ligada a melhores resultados em saúde.
O debate presidido pela Diretora Clínica do SESARAM, Regina Rodrigues, contemplou uma abordagem sobre a evolução desta relação no tempo, passado, presente e futuro, sob a perspetiva do médico.
A iniciativa reuniu cerca de 100 profissionais (médicos) e, na ocasião, foram debatidos diversos temas sustentados em conceitos e teorias que lhes dão suporte. Ao longo da história a RMD tem vindo a evoluir e a mudar consoante os contextos sociais e científicos envolventes.
Abordar esta relação implicou rever a sua evolução histórica, entender as suas várias definições, analisar os modelos propostos para explicar e determinar o seu verdadeiro papel no ato médico.
Nesta reunião, foram debatidos os diversos fatores que podem influenciar o sucesso da RMD, foi relevada a importância da valorização do paciente como o centro e o objeto da atenção (visão holística do doente) e sublinhada a importância de estabelecer uma relação de empatia com o doente.
A reflexão “A relação médico-doente não é automática nem imediata. Tem de ser construída e isso requer saber ouvir e saber falar com o doente no ritmo próprio, empatia, tempo e profissionalismo”, marcou o término do debate.
O sucesso da RMD está associado a melhores resultados terapêuticos, a maior satisfação do utente relativamente aos cuidados de saúde, bem como a uma sensação de realização profissional da parte do médico.Neste momento, a RMD está proposta para património imaterial da humanidade pela UNESCO.

